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Crítica » Resident Evil REvelations 2 - Episódio 2: Contemplação

Eis que nos chega o segundo episódio - e também o terceiro - de REvelations 2!

Contemplação, o nome desse novo capítulo, trouxe novidades em relação ao primeiro, tanto no gameplay, com novos monstros e formas de derrotá-los, quanto no modo que a Capcom escolheu para dar continuidade ao enredo.

Aqui, seguiremos o mesmo esquema da análise do primeiro capítulo. Você poderá acompanhar uma discussão sobre os pontos fortes e fracos do capítulo, tudo de um jeito bem interpessoal e totalmente livre de spoilers. Sigamos!

Maior… Melhor!




Reuel: Enquanto o primeiro episódio serviu para introduzir os novos conceitos de gameplay, dinâmicas de coop e dar o pontapé inicial no enredo com questionamentos para prender os jogadores e deixar os fãs empolgados, criando teorias mirabolantes e mal conseguindo esperar pelo próximo episódio, Contemplação veio para definir de vez o potencial do jogo. E que potencial!

Com uma sequencia de tirar o fôlego atrás da outra, o segundo episódio me fez ficar empolgado do começo ao fim, grudado na tela tentando absorver o máximo do que eu poderia conseguir de toda a experiência. Aqui as relações entre as duplas de personagens começam a tomar uma profundidade louvável - especialmente Barry e Natalia - assim como a trama, que se mostra, para alegria geral dos fãs, bastante araigada na série.

Foram várias referências que deixaram meu fanboy interior imensamente satisfeito, principalmente pela forma com que foram tratadas, sem nada escancarado ou incoerente, mas sim de maneira sutil. Eu senti, talvez pela primeira vez em anos, como se eu estivesse realmente jogando um Resident Evil. A ação continua aqui, e o “survivor horror” tem apenas uma tênue acentuação, mas a atmosfera…

E para você Luís, como foi a experiência?


Luís: Na minha opinião, o enredo evoluiu de uma forma grandiosa neste segundo capítulo. Depois de introduzir todo o conceito do gameplay, em Contemplação o enredo toma para si o posto definitivo de atração principal do jogo.

Muito mais empolgante do que o primeiro, o segundo capítulo abre espaço para mais personagens como Neil Fisher, Pedro Fernandez e Gabriel Chavez. Cada personagem, apesar de ser introduzido rapidamente, se desenvolve de forma satisfatória e em pouco tempo você já entende que todos possuem uma história juntos. Sem citar o  encontro entre Claire e Moira com a pequena Natalia que pudemos ver como de fato aconteceu.

Outro ponto que gostei bastante foi a atmosfera do jogo. Em Contemplação, o clima mais sombrio e cheio de suspense voltou ainda mais forte. Certo, ele ainda não possui toda a carga dos primeiros jogos da franquia, mas está encontrando muito bem seu lugar entre o “melhor dos dois mundos”.

Sobre os mistérios levantados por nós no primeiro episódio, fiquei feliz em ver que muito já foi revelado, porém novamente ansioso com as novas perguntas que me vi obrigado a fazer. Aqui, parece que a fórmula vai se seguir a mesma: um cliffhanger - que cumpre bem seu papel - é deixado sempre no final da campanha de Barry, fazendo com que todos fiquem loucos pelo próximo. Minha única ressalva até então, se provou infundada, pois o jogo inteiro não se torna dependente do final, este é apenas o seu motivo para continuar.

Wow! What a Mansion!



Reuel: Outro fato que contribuiu bastante para a imersão nesse jogo, foram os cenários. Enquanto no primeiro episódio, ficamos confinados na maior parte do tempo em corredores fechados e paisagens sem muito diferencial, aqui a sensação é completamente outra!

Os cenários são extremamente diversificados, amplos, e bonitos mesmo com a limitação dos gráficos. Se você for como eu, vai perder um bom tempo apenas explorando cada canto. São diversos detalhes nos vilarejos destruídos, hospitais e outras construções pela quais os personagens passam. São tantos lugares diferentes pelos quais passamos durante a jogatina que, apesar do tempo de conclusão desse episódio ser virtualmente o mesmo do anterior, a sensação de avanço é tão grande que você vai sentir como se estivesse jogando por muito mais tempo.

Dessa vez, até mesmo quando somos obrigados a revisitar alguns cenários novamente sob o controle de Barry, que ainda segue os passos da filha e de Claire como no primeiro episódio, foi tudo tão bem cuidado para demonstrar a passagem de tempo, que é como se estivéssemos visitando cenários novos. É no mínimo divertido ver como as coisas mudarem nos seis meses que separam uma campanha da outra.


Luís: Os cenários ficaram incrivelmente assustadores! Talvez por se tratar agora de um espaço mais aberto - ao menos para Claire e Moira - tivemos a oportunidade de explorar com maior detalhe tudo à nossa volta.

Passando quase que prioritariamente à noite, REvelations 2: Contemplação mostra ambientes mal iluminados e realmente macabros. Aqui, os inimigos quase que fazem parte do cenário - e olha que eu nem comecei a falar do Glasp - e funcionam como uma extensão do mesmo. Imagine que eles são o ambiente caso ele pudesse se mover - bastante assustador, não?

Quanto aos gráficos, minha opinião é a mesma; eles ainda poderiam ser melhores. No entanto, ao analisar esse fator nos novos cenários, vi que não impactou tanto quanto no anterior. Muito provavelmente é devido às mudanças de paisagem que ocorrem durante a jogatina que causam esse efeito; você não precisa voltar tantas vezes para o mesmo ponto para avançar na história.

Se tivesse de escolher um ambiente que mais me agradou, acho que seria o último por onde Barry e Natalia passaram. O lugar, com todas aquelas bonecas destruídas e penduradas para tudo quanto é lado, é bastante perturbador.

Look out, It’s a monster!



Reuel: Finalmente um desafio empolgante! Enquanto o primeiro episódio realmente pareceu fácil demais, com poucos momentos verdadeiramente tensos e desafiadores, o segundo capítulos não brinca no serviço de subjugar o jogador! São vários os momentos em que me vi cercado por inimigos e com uma quantidade de balas limitadas para enfrentá-los. Com muito mais surpresas, esse capítulo me pegou desprevenido por diversas vezes. Nada impossível, entenda, mas definitivamente mais difícil, com chefões aparecendo em horas inoportunas e rodeados de inimigos comuns para atrapalhar ainda por cima. Não é necessário dizer que a tela de “You are Dead” foi bem mais constante na jogatina dessa semana.

E os monstros novos então! Adicionaram novas mecânicas à jogatina, o que deixou tudo ainda mais divertido.


Luís: Concordo plenamente, +Reuel. Mais do que obstáculos, agora podemos ver os inimigos como desafios reais a serem enfrentados para alcançarmos o final.

A grande vantagem de jogar em episódios, é que cada parte parece ser um jogo diferente. Considerando dessa forma, é mais do que aceitável encontrarmos novos inimigos pelo caminho. Vamos à eles?

O primeiro da lista é o Sploder. Bom, seguindo a ideia do nome, este infectado provoca uma auto destruição com o mínimo de movimentação de nossa parte. O mais legal dele? Sploder só aparece em lugares extremamente difíceis de escapar e é o representante dos inimigos explosivos da franquia neste jogo.

Continuando com a lista, temos Glasp. O inimigo citado mais acima possui simplesmente a habilidade de se tornar invisível para todos os personagens. Todos, com a exceção de Natalia - boa menina! - que consegue avistá-los à distância. Apesar da habilidade assustadora, Glasp é fácil de abater.

Finalizando a lista dos novos inimigos do episódio, é a vez do mais fácil de todos; Orthus. Essa mistura de cachorro com porco à primeira vista parece terrível, mas não demorou muito para perceber que ele é apenas um rostinho bonito - hein? - e não representa nenhuma dificuldade.

De fato, os novos inimigos mudam bastante a maneira como encaramos uma situação, deixando para os do primeiro capítulo - e algumas surpresas - a tarefa de carregar a dificuldade.

Que venha o próximo!



Não há dúvidas de que o segundo capítulo elevou o enredo a um novo patamar. Revelar a identidade da vilã logo agora, foi uma escolha sábia da Capcom, pois não fica refém da própria narrativa; como poderia acontecer caso guardasse para o final.

A campanha de Claire e Moira, nem sempre anda de mãos dadas com a de Barry e Natália. Ou seja, nem sempre o final de Barry justificará o final de Claire, o que deixa a trama muito mais imprevisível do que antes.

Se você jogou o primeiro capítulo, vai se impressionar com o que pode acontecer no segundo, que parece ficar melhor a cada capítulo lançado. E você, o que achou do segundo capítulo? Deixe sua opinião aqui nos comentários.

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