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"...Numa escala de um à dez, qual o nível da sua dor? ..."

Que a Disney está vivendo uma época e tanto, não é mais novidade. Após Frozen - Uma Aventura Congelante ser a primeira animação a superar um milhão de dólares nas bilheterias e ainda render o primeiro Oscar de longa-metragem animado para a Disney, ainda reverberando pela internet com seus clipes musicais – amadores ou profissionais -, chegou a vez de tentar emplacar outro filme.

Após a compra da Marvel pela Disney, diversas animações viram a luz do dia. Foram - e serão - desenhos do Homem-Aranha, dos Vingadores, Guardiões da Galáxia, entre outros. Em dezembro de 2014 porém, tivemos a oportunidade de assistir ao primeiro longa-metragem animado baseado em personagens da Marvel pela criadora do Mickey.

É sobre Operação Big Hero que vamos falar agora!


Bom, como dito acima, o filme pega emprestado alguns personagens dos quadrinhos da Marvel, e com isso, digo que tem bem pouco do que eles eram no original neste longa; tirando o personagem principal, todos mudaram bastante. Então, se você é fã das histórias de Big Hero 6 da Marvel - o que eu acho bem difícil -, vai sentir muito essa diferença.

Com direção de Don Hall e Chris Williams, Operação Big Hero conta a história de Tadashi e Hiro Hamada, irmãos gênios da robótica. Órfãos, moram em São Fransókio com a tia, Cass Hamada.

Hiro só pensa em usar seus dons para participar de rinhas de robôs, o que rende uma boa grana, mas causa muitas dores de cabeça ao seu irmão. Em uma dessas, cansado de ver Hiro desperdiçar seu intelecto daquela forma, Tadashi leva o irmão para uma visita em sua universidade - uma das mais renomadas da cidade - e somos apresentados aos seus colegas de laboratório: Honey Lemon - especialista em química -, Go Go Tomago - especialista em física -, Wasabi - o cara que sabe tudo de lasers e tem muitos TOCs - e Fred - o nerd dos quadrinhos e mascote da equipe.

Conhecemos também Baymax, última invenção de Tadashi, um robô-enfermeiro que consegue reconhecer qualquer tipo de ferimento ou doença e tenta fazer de tudo para ajudar. Sobre ele, devo admitir que fazia tempo que não era apresentado à um personagem robô com tanto carisma. O último pra mim, foi o WALL·E.


Fascinado com o mundo acadêmico, Hiro deseja entrar para a universidade, mas precisa apresentar um projeto e ser selecionado para tal. Porém, no dia da apresentação, nem tudo sai do jeito certo e Hiro, deprimido, encontra auxílio no robô Baymax.

Quando tudo parece ir bem, um poderoso vilão surge e o garoto se vê obrigado a reunir sua equipe de amigos e lutar para proteger a cidade.

Pela sinopse, você percebe que já viu uma premissa parecida em algum lugar, certo? Se sim, não deve estar errado. Esta não só é uma história conhecida de outros filmes, como também de outros filmes da própria Disney.

Ela não é original e em alguns pontos você até consegue prever certos acontecimentos futuros na trama. Porém, não vejo a história como a principal atração do longa e sim, os relacionamentos - principalmente de Hiro com seu irmão e com Baymax que abordarei mais abaixo. O enredo em si, está presente apenas para levar os personagens do dito "ponto A ao ponto B" de suas vidas.

Pensando desta forma, a história cumpre bem o seu papel.


"Isso altera meu design fofinho e acolhedor"

O ponto alto do filme são os relacionamentos. Falando principalmente de Hiro, Tadashi e Baymax, a construção destes personagens acontece de forma incrível durante o filme! Eu realmente comprei o companheirismo dos irmãos, a preocupação de Tadashi para com o irmão mais novo, e a inocência e fofura de Baymax.

Em pouco mais de vinte minutos de filme, conhecemos os personagens que vão seguir com a história até o final. O caçula genial, o irmão responsável, a tia com alma de jovem, os amigos nerds, o professor da universidade, Robert Callaghan - grande inspiração de Hiro -, o empresário ambicioso Alistair Krei, e ao misterioso vilão Yokai - espírito ou fantasma em japonês.

Sobre o grupo de amigos, à primeira vista eles podem parecer bastante genéricos. Você já viu essas características em outros personagens. Porém, o grupo funciona incrivelmente bem nas cenas. Eles são inicialmente os amigos do Tadashi, porém acolhem Hiro rapidamente. Os caras são legais quando precisam, e funcionam como alívio cômico nas horas certas. Eu realmente gostaria de ver mais deles no filme - quem sabe em uma sequência?

O vilão Yokai é assustador e silencioso, como o nome sugere. Sua "técnica", derivada de uma tecnologia chamada micro-bots, permite que ele possa moldar os pequenos robôs à sua vontade sendo usada para ataque, defesa ou transporte.


O primeiro ponto fraco do vilão, infelizmente, foram as cenas de luta. Não que elas sejam ruins, mas as de perseguição, por exemplo, ficaram bem mais empolgantes. O Segundo é sua motivação; passou-se tanto tempo após o ocorrido que você - e nem mesmo ele - acreditam tanto nela. Talvez seja por isso que as lutas parecem não ser "pra valer".

Assistiu ao filme Frozen? Então já estará bastante familiarizado com o design dos personagens. Não é à toa que os diretores - com trabalhos em animações como Frozen, Bolt, A Família do Futuro, Detona Ralph, entre outros - tornaram este filme bastante parecido visualmente com seus outros trabalhos anteriores.

A semelhança é tanta que um dos easter eggs do filme leva Hans, o vilão do sucesso Frozen, a aparecer na forma de uma estátua no filme.

No quesito animação, é bem difícil que algum filme vá te decepcionar atualmente. As animações estão muito caprichosas e em Operação Big Hero não é diferente. Cenas frenéticas e de encher os olhos; você vai assistir ao filme diversas vezes e ainda vai encontrar algum novo detalhe nas ruas de São Franstóquio. Por falar na cidade, ela é a junção de São Francisco e Tóquio, e não é que as cidades casaram bem?


No centro vemos prédios enormes e conforme vamos nos afastando, encontramos casinhas bem tradicionais e até alguns templos. Sem falar no novo visual da Golden Gate que ficou muito bom!

Ah, e mesmo não sendo fã de filmes em 3D - uso óculos e tal - neste filme as cenas até fazem valer o uso da tecnologia.

"... Às vezes a única recompensa por ter alguma fé
É quando é testada de novo e de novo todos os diasAinda estou comparando seu passado com meu futuroPode estar acabado, mas eles não são suturas..."

A trilha sonora composta pelo britânico Henry Jackman, encontrou bem seus momentos durante o filme. Ela emociona quando precisa e te empolga também. Porém não é algo memorável, ou seja, não é o tipo de trilha sonora que você vai escutar e já vincular ao filme - como acontece em filmes como Star Wars, Jurassic Park e tantos outros clássicos.

Deixo aqui sugestões que se destacaram, como os temas "Hiro Hamada", "Tadashi" e "Big Hero 6" como minhas favoritas - sim, eu ouvi a trilha sonora completa.

Não posso deixar de citar a música "Immortals" escutada em looping para montar esta crítica. A música é da banda Fall Out Boy e extremamente viciante.


Muita ação, personagens cativantes e uma história envolvente são os elementos principais deste longa animado. Eu recomendo sim que assistam à mais esse fruto da união Disney-Marvel. Ainda não viu? Aproveita as festas de final de ano e vai assistir! Já viu? Então...

Numa escala de um a dez, qual o nível da sua diversão?

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