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Quadrinhos e jogos eletrônicos quase sempre tiveram uma íntima ligação. Afinal, quem não gosta de ter aquela sensação de ser seu herói favorito? E é claro que uma franquia tão famosa e antiga como o  Homem-Aranha não seria exceção!

Através dos seus mais de 50 anos de publicação, foram inúmeras as tentativas de simular as habilidades do Teioso em ambientes virtuais e interativos, algumas alcançando status de ícones entre os jogadores, outras falhando miseravelmente.

Como são muitos os jogos, tentarei me ater somente aos mais importantes e/ou interessantes, em ordem cronológica de lançamento, e que eu tive o prazer - ou desprazer - de jogar.
1.    
I. Spider-Man (Atari 2600)


Lançando em 1982, exatamente 20 anos após a primeira aparição do Parker nos quadrinhos, esse foi o primeiro jogo a apresentar o Homem-Aranha e também o primeiro jogo baseado em um personagem da Marvel. Mas a importância dele para aqui.


Mesmo levando-se em consideração que é um jogo do Atari 2600, o primeiro console da Atari após o Pong, e a época em que ele foi lançado, ainda assim já configurava um jogo ruim. Muito, muito ruim. O objetivo do game consiste em subir com o Homem-Aranha até o topo do prédio, utilizando-se da teia do Spidey para isso. Boa sorte, caso queira tentar, mas eu duvido muito que consiga. Com controles terríveis, design de fases sofrível e bugs estranhos, o jogo era extremamente frustrante. Fiquei imaginando se esse jogo não foi responsável por diversos controles de Atari quebrados em acessos de fúria... Eu sei que quase quebrei o meu jogando pelo emulador.



II. The Amazing Spider-Man VS. The Kingpin (Mega Drive/Genesis, MAster System e Sega CD)

Pulando para o ano de 1990 e alguns jogos fracos protagonizados pelo Cabeça-de-teia, eis que recebemos o que muitos consideram o primeiro bom jogo do Spider.  Esse jogo em Side-Scrolling foi o primeiro a apresentar uma trama realmente bem elaborada, com cutscenes introduzindo a história e múltiplos finais. O jogo foi extremamente popular com os fãs dos quadrinhos, já que além de apresentar gráficos e sons muito bons para época, ainda recriava de maneira muito fiel os personagens das revistas, ajudando a estabelecer o sucesso do Mega Drive, o console 16-Bits da Sega.

O jogo apresentava vários vilões clássicos, como Doutor Octopus, Lagarto, Electro, Homem-Areia, Duende Macabro, Venom, além de - claro - o vilão-título, Rei do Crime.
  O jogo ainda trazia características de gameplay inteligentemente baseadas nos quadrinhos, como a de permitir “tirar fotos” dos vilões e inimigos do jogo à fim de vendê-las ao Clarim Diário para então, com o dinheiro angariado, comprar mais fluído de teia, representado no jogo por uma barra que é consumida sempre que usamos as teias do Aranha.


É considerado por muitos um dos melhores jogos do Aranha até hoje.


III. Spider-Man: The Video Game (Arcade)


Esse jogo foi lançado em 1991, sendo o primeiro beat’em up envolvendo o Homem-Aranha, diferente dos jogos de plataforma lançados até então,
  apesar de também apresentar trechos em que o estilo do jogo muda para plataforma, o que inclusive foi uma novidade na época.

O jogo apresentava gráficos muito bem polidos, e seguindo a fórmula de outros beat’em up’s, como Final Fight, permitia multiplayer para até quatro jogadores. Além do Aranha, os jogadores podiam ainda escolher entre Gata Negra, Gavião Arqueiro e Namor, 
cada um com uma gama de golpes e movimentos, enfrentando diversos vilões clássicos do Aranha e o Doutor Destino.


IV. Spider-Man and Venom: Maximum Carnage  (SNES, Mega Drive/Genesis)


Lançado em 1994, esse jogo entre na minha lista principalmente por ser um dos primeiros games à adaptar quase que integralmente um arco dos quadrinhos, de mesmo nome do jogo, ao invés de simplesmente pegar os personagens dos quadrinhos e introduzi-los numa trama genérica.
  Foi também o primeiro jogo do Homem-Aranha à receber uma classificação etária mais alta.
O jogo em si, entretanto, é um Beat’em up singleplayer,
  um tanto quanto repetitivo e sem nenhuma novidade, recebendo críticas majoritariamente negativas. Ainda assim, fez minha infância e rendeu uma continuação que eu nunca joguei, Venom/Spider-Man: Separation Anxiety.



V. Spider-Man e Spider-Man 2: Enter Electro (Playstation, Nintendo 64 e DreamCast)

Esses dois jogos, lançados respectivamente em 2000 e 2001, eu tenho certeza que você jogou! São dois jogos clássicos que fizeram a infância de muito marmanjão por aí - este que vos fala, incluso -, e foram os primeiros jogos em três dimensões do nosso aracnídeo favorito.
 
Ambos os jogos possuem tramas simples, mas bem costuradas, e apresentam um uso interessante do universo Marvel, com heróis e outros personagens famosos aparecendo esporadicamente, mas sem tirar o foco do Homem-Aranha e seus inimigos.


Enquanto no jogo de 2000 só era possível se balançar sobre o topo dos arranha-céus de Nova York ao se locomover de uma fase a outra, a sequência de 2001, Enter Electro, apresentava missões e cenários em terra firme, sendo esta a única diferença gritante entre os dois jogos.


Os jogos não envelhecera tão bem, e hoje já não empolgam tanto quanto empolgavam na época de seu lançamento, com gameplay simples e áreas fechadas, bem diferentes dos jogos de “mundo aberto” que temos atualmente.
  Ainda assim, apresentam uma experiência sólida e divertida para quem quer se aventurar num jogo antigo do Aranha.



VI. Spider-Man (GameCube, PlayStation 2 e Xbox)


B
aseado no primeiro filme - multimilionário - do Aranha, esse jogo foi o primeiro lançado para até então mais nova geração de consoles, e funcionava como uma versão com gráficos melhorados dos dois jogos que o antecederam no primeiro Playstation, Spider-Man e Spider-Man: Enter Electro. A ação ocorria em cima dos prédios e em fases fechadas, e assim como no primeiro jogo da geração anterior, caso você tentasse descer nas ruas de Manhattan, o Spider morria. Aqui, o próprio Toby Maguire, ator que deu vida à Peter na primeira trilogia do Homem-Aranha nos cinemas, é quem dá a voz ao personagem.

VII. Spider-Man 2  (GameCube, PlayStation 2 e Xbox, além de outas plataformas)


Esse foi um divisor de águas na franquia de jogos do Homem-Aranha. Levemente baseado no segundo filme das telonas de 2004, esse foi o primeiro jogo a introduzir o conceito de mundo aberto de GTA nos jogos do Teioso.

Com gráficos renovados, Peter agora podia andar por toda Manhattan, do topo dos arranha-céus às ruas agoras cheias de vida na hora que o jogador desejasse, com teias que não mais se grudavam no céu invisível, e sim nos prédios da forma mais realística possível na época. Para isso, o jogo ainda apresentava um sistema de simulação física elaborado. Para muitos, ainda é o melhor jogo do Aranha já lançado.

VIII. Ultimate Spider-Man  (GameCube, PlayStation 2, Xbox e PC)


Esse é um dos meus preferidos. Baseado no universo Ultimate dos quadrinhos - aqui no Brasil conhecido inicialmente como Millenium -, o jogo supostamente faz parte do cânone das histórias dos quadrinhos. Lançado em 2005, tem a mesma premissa do jogo anterior, com mundo aberto. Entretanto, seu estilo gráfico é todo em Cel Shading, pegando emprestado o visual caricato dos quadrinhos em detrimento do fotorrealismo dos jogos anteriores, o que me agrada tremendamente.

O jogo é bem dinâmico, divertido e interessante, apesar de apresentar mecânicas um pouco defasadas, principalmente em lutas contra alguns bosses. Além de permitir jogar com o teioso num dos controles mais fluídos até então, o jogo ainda te permite controlar Venom, que tem missões paralelas às do Peter no modo história. O jogo faz um bom trabalho diferenciando o gameplay dos dois personagens, com web-slinging e acrobacias para o homem-Aranha, e pulos enormes e sensação de força bruta para Venom.

IX. Spider-Man 3  (PlayStation 3, Xbox 360, PC, PlayStation 2 e Wii)


Sendo o primeiro jogo do Homem-Aranha lançados para a então vigente geração de consoles, Spider-Man 3, baseado no filme homônio e lançado em 2007, o terceiro jogo baseado na franquia cinematográfica falha ao impressionar. As versões de PlayStation 2 e Wii, conseguem ser piores que o jogo anterior - Spider-Man 2 -, com gráficos mais fracos e um modo história curto e pouco inspirado. As versões dos consoles mais atuais, PlayStation 3 e Xbox 360, são melhores nesse aspecto, mas ainda assim são bem esquecíveis, assim como o filme que os inspirou.



X. Spider-Man: Web of Shadows (PlayStation 3, Xbox 360, Wii e PC)


Um dos títulos mais promissores do Aracnídeo nos consoles, Web of Shadows, com um novo sistema de combate e gráficos excelentes, coloca você no papel de Peter, que tem que enfrentar um surto de simbiontes que enfestou Nova York, enquanto toma decisões morais que te levaram à um dos finais múltiplos do jogo. Aliado à essas decisões morais, o jogador ainda pode decidir a qualquer momento durante o jogo em usar o uniforme clássico ou o uniforme simbionte preto do Spidey, e dependendo dessas escolhas, o jogo acaba levando diferentes resultados.

Um bom jogo, com uma premissa excelente, e um sistema de combate magnífico, mas que por vezes, mostra que poderia ter sido melhor executado. Ainda assim, vale a jogatina.


XI. Spider-Man: Shattered Dimensions  (PlayStation 3, Xbox 360, Wii e PC)


Um dos jogos recentes mais interessantes, Shattered Dimensions, lançado em 2010, foge da temática de mundo aberto dos jogos anteriores e se foca num enredo relativamente mais elaborado, que coloca quatro versões do Homem-Aranha diferentes lutando lado-a-lado para vencer inimigos em comum. São eles Homem-Aranha clássico, Homem-Aranha Ultimate, Homem-Aranha 2099 e Homem-Aranha Noir, cada um com seu estilo de luta e mecânicas diferentes. Até o estilo artístico das fases muda conforme o Aranha que você controla no momento.

Um dos melhores jogos do Spidey, sem dúvidas, que rendeu uma espécie de continuação, Spider-Man: Edge of Time, lançado em 2011, que não conseguiu superar ou sequer se igualar ao seu predecessor.

XII. The Amazing Spider-Man e The Amazing Spider-Man 2 


Desenvolvidos pelos mesmo time responsável pelos dois jogos anteriores da lista, e baseados no reboot da franquia Homem-Aranha nos cinemas, The Amazing Spider-Man e sua continuação, lançados em 2012 e 2014, respectivamente, são bons jogos. Com um dos melhores sistemas de locomoção já experienciados num jogo do Aranha, nunca o web-slinging foi tão fácil, interativo, responsivo e gratificante de se usar. O sistema de batalha, que pega emprestado conceitos da série Batman Arkhan, é fluída e apresenta animações bastante empolgantes, ainda que facilite demais às vezes o jogo.

O segundo jogo ainda incrementa mais a variação de jogabilidade, introduzindo sequencias em que jogamos com Peter sem o uniforme, que lembram mais um jogo de detetive. Também inclui mais missões extras e uma área maior no mapa.

Esses novos jogos só falham no enredo, baseados levemente nos filmes, mas com eventos diferentes - o que foi anunciado pelos desenvolvedores como sendo uma linha temporal paralela à dos filmes -, a história muitas vezes oferece premissas fracas, soluções de enredo preguiçosas e pouco desenvolvimento dos personagens. Vale a jogatina mais pelo gameplay divertido mesmo.


XIII. Jogos portáteis e outras menções honrosas


Sendo o personagem famoso que é, o Homem-Aranha já deu as caras em vários jogos. A lista é quase infinita, com vários pequenos cameos e menções em jogos de outros personagens - o jogo do Punisher do SNES e o mais recente DeadPool: The Game me vem em mente -, assim como franquias de lutas - Marvel vs Capcom e suas continuações -, além de jogos como LEGO Marvel, Marvel: Ultimate Alliance, dentre outros.

O Peter também andou soltando suas teias em jogos mobile de relativo sucesso, como Spider-Man: Toxic City, Ultiamte Spider-Man: Total Mayhem, e o recentemente lançado e altamente viciante Spider-Man Unlimited.

O sucesso da franquia Homem-Aranha dentro e fora dos jogos eletrônicos é inegável, e certamente teremos mais e mais jogos no futuro próximo, e, fala sério, acho que ninguém vê mal nisso, não é verdade?

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