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A terceira temporada da série chegou e com ela a editora HQManiacs anunciou em outubro do ano passado, a republicação mensal da revista. Como fã da série, não pude deixar de conferir o resultado nas bancas e deixarei aqui minhas impressões sobre a obra. Lembrando é claro que o conteúdo deste review refere-se apenas ao primeiro volume.

Quando precisamos fazer um review sobre uma obra que ainda está sendo publicada, sentimos um pouco de dificuldade e até, porque não, receio ao repassar para os leitores a ideia que a história tenta dar.

Com The Walking Dead não poderia ser diferente. A revista, escrita por Robert Kirkman e inicialmente ilustrada por Tony Moore, foi publicada originalmente nos Estados Unidos pela Image Comics e apresenta uma ideia completamente diferente do que a maioria das pessoas espera.

Na trama, seguimos os passos de Rick Grimes, um oficial de polícia de Cynthiana, que entra em coma após ser baleado. Ao despertar, Rick descobre que está em um hospital infestado de mortos-vivos. Fraco e confuso, ele consegue deixar o local e decide então procurar por sua esposa Lori e seu filho Carl.

A premissa parece simples e previsível, como na maioria dos filmes sobre o gênero, porém é aí que somos pegos pelo plot da revista. Como o próprio Kirkman comenta a respeito de como os filmes empregam os personagens e em como eles terminam na melhor parte. “Mesmo quando todos os personagens morrem no final... Eu só quero que continue...”.

Mais do que um obra sobre zumbis, The Walking Dead fala a respeito de quem somos e do que podemos nos tornar nas mais adversas situações. Somente então conhecemos o verdadeiro potencial destrutivo que possuímos.


"... A ideia por trás de The Walking Dead é permanecer com o personagem, neste caso, Rick Grimes, até onde for humanamente possível. Quero que The Walking Dead seja uma crônica de anos da vida de Rick. NUNCA teremos curiosidade de saber o que acontecerá com Rick, iremos ver o que acontece. The Walking Dead será um filme de zumbis que nunca acaba..."

Sobre a missão citada acima, ela é realmente levada a sério e aos poucos vemos o protagonista formar seu caráter mediante aquela situação. Como foi citado anteriormente, não irei revelar detalhes futuros, então direi apenas que vale conferir.

Falando agora da revista, a republicação possui o formato e as capas americanas (inclusive com o título original) e é bastante fácil de manejar. O material mais simples faz com que o preço (R$ 3,90) torne-se um grande atrativo. Para quem começar a colecionar a partir deste review, precisa saber que agora estamos no terceiro volume, mas não se preocupe você as encontrará fácil na maioria das bancas de jornal.

As ilustrações de Tony Moore são simplesmente incríveis. Pois, se por um lado os zumbis são apenas o plano de fundo desta história, por outro não podemos negar que a riqueza de detalhes empregada às criaturas reanimadas é perfeita. Aconselho que vocês realmente apreciem isso.

O único ponto que a princípio pode parecer um empecilho para os novos leitores, é o fato de a revista ser em preto e branco. É claro que isso não diminui em nada a arte, mas se você veio de revistas como as regulares da Marvel ou da DC Comics e está acostumado com o show de cores, pode estranhar um pouco.

No mais, seja você fã do gênero zumbi ou alguém que foi arrebatado pelo clima da série televisiva e está carente entre uma temporada e outra ou é simplesmente um amante da boa história, convido você a participar desta jornada pela sobrevivência em The Walking Dead.

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